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35e120 mm

* por Diana e Luiza * Counter for Weebly

Tenho alguns 10 filmes cheio de imagens há meses, alguns estão bem guardadinhos há anos. Faço isso de vez em quando, porque gosto de reviver momentos especiais como se fossem novos. Acabo transformando a bobina do filme em um tipo de capsula do tempo.

Como o tema do nosso ensaio foi “Primeiro”, achei que estava na hora de revelar algumas dessas lembranças e (re)ver pela primeira vez. O interessante dessas fotos é que elas foram feitas com uma câmera descartável, utilizada pela primeira e ultima vez…

Diana.

{Clique nas imagens para ver maior, ultima vez que falo isso, juro!}

Muito feliz por começar a semana com essas fotografias.

A categoria é Ensaio Pensa Rápido - eu e Diana definimos uma palavra para fazermos um ensaio fotográfico que seja referente a essa palavra, diferentemente para as duas, claro.

A primeira palavra é: Primeiro. Sim, por ser a primeira palavra tal e tal. Hoje, são as minhas fotos que fiz especialmente para essa postagem, pensando nesta palavra e amanhã a Diana vai postar as fotografias que ela fez pensando em Primeiro.

Bom, fiz esse ensaio seguindo a palavra ao literal pois, quando definimos qual seria, a primeira idéia que veio à minha cabeça foram essas pessoas das fotografias.

{clica nas imagens para ver maior}

Minha família.

Eu nunca tinha feito retratos deles, não sei porque e me arrependo muito de não ter feito antes, para poder fotografar outros tão próximos quanto, e que já se foram. Quando estava fotografando, cada um, em especial, fiquei pensando a importância de eternizá-los. Para mim.

Eu não quero ficar aqui, explicando, quero que vocês olhem as fotografias.

Assim.

Luiza.

Assim que termino de fotografar, vou correndo para a Casa do Fotógrafo (em Belém, ainda é muito fácil encontrar lugares que revelem fime coloridos 35mm - graças a deus!), e aguardo ansiosa umas 2 horas para dar a primeira olhada no resultado final, tanto na película quanto no arquivo digitalizado. 

MAS NEM SEMPRE FOI ASSIM. Houve um tempo em que algumas franquias da Casa do Fotógrafo me cobravam os olhos da cara por uma revelação + digitalização (eu não sacava as que são brother), eu morava longe demais de qualquer uma dessas franquias e dessa forma a preguiça batia frequentemente. Como eu fazia então? Bem, eu juntava um dinheirinho pegava uns 10 filmes e mandava somente relevar o negativo (o que me custava uns R$ 2,00 cada), então, quando chegava em casa eu mesma digitalizava os filmes (de uma maneira tosca, mas digitalizava). Quer saber como fazer também? Aí Vai o primeiro post de “Gambiarras Fotográficas”.

Do que tu vais precisar:

1 - Negativo 35mm revelado.

2 - Uma câmera digital (pode ser qualquer uma, lembrando que quanto melhor a qualidade dessa cam melhor será o resultado dessa guambiarra.)

3 - Uma tela de computador (ligado) com o fundo branco.

SÓ ISSO. Agora as instruções:

1- Segure o filme com cuidado, na frente da tela em branco do computador, foque e fotografe.

2 - Passe essa imagem para o computador.

3 - Abra o photoshop e inverta as cores. VOILÁ!!! 

Se tu não te sentires satisfeito com o resultado, podes dar uma mexida nos Levels, até conseguires o que queres.

O que pode acontecer também, é tu fotografares com o celular e lá mesmo transformar o negativo em positivo. Tanto o Android quanto o Iphone tem aplicativos com a função Invert Color, assim se tu fotografares com o cel nem precisa passar para o computador, ENFIM, é muito prático e mata a curiosidade :}

Espero ter ajudado os amigos fotógrafos afobados, assim como eu.

Diana.

ps.: Fotos Diana (dã), não se esqueça de clicar nas imagens para ver maior. Bju!

Começando a semana com “Recomendo…Livros”, quero recomendar para todo o sempre, o livro mais completo que já li sobre o pensamento fotográfico.

Escrito pela filósofa e romancista Susan Sontag, que faleceu em 2004 de leucemiaAs duas fotografias dela nesse post foram feitas pela fotógrafa Annie Leibovitz (que, infelizmente, não tem site oficial, mas vale a pena procurar no Google), com quem teve um romance já no final da vida.

Sobre Fotografia apresenta seis “ensaios” sobre o assunto de maneira compreensível e que nos faz refletir sobre o advento da fotografia e como o mundo começou a se comportar após as relações humanas serem mediadas através das imagens.

Antes de começar a fotografar profissionalmente, eu já gostava de ler sobre o assunto e, comecei com esse livro. Quando eu ainda fazia Comunicação Social em 2007, fui na biblioteca da Universidade e pesquisei no sistema “Sobre Fotografia” que, na verdade, eu queria um livro sobre fotografia e nem sabia da existência deste com o mesmo nome. Levei pra casa e li em um dia, isso pra mim é praticamente impossível, sempre demoro para terminar um livro, enfim.

Foi então que percebi a importância de estudar o mundo da fotografia, não só fazendo cursos, indo a palestras e ter conhecimento da história, mas sim lendo os livros com outras visões, de pensadores e filósofos e isso, hoje, é tão acessível. Desde então, não consegui mais parar de estudar fotografia.   

Esse livro inspirou praticamente toda minha monografia de conclusão de curso com algumas citações e reflexões. Algumas delas:

"Fotografar é apropriar-se da coisa fotografada. Significa pôr a si mesmo em determinada relação com o mundo, semelhante ao conhecimento - e, portanto, ao poder."

"Por meio de fotos, cada família constrói uma crônica visual de si mesma- um conjunto portátil de imagens que dá testemunho da sua coesão[…] A fotografia se torna um rito da vida em família exatamente quando, nos países em industrialização na Europa e na América, a própria instituição da família começa a sofrer uma reformulação radical[…] Um álbum de fotos de família é, em geral, um álbum sobre a família ampliada - e, muitas vezes, tudo o que resta dela."

"Uma foto é tanto uma pseudopresença quanto uma prova de ausência. Como o fogo da lareira no quarto, as fotos - sobretudo as de pessoas, de paisagens distantes e de cidades remotas, do passado desaparecido - são estímulos para o sonho."


Referência Bibliográfica: 

SONTAG, Susan. Sobre fotografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.


Luiza.

"Meia Noite
Num frio que é um açoite
A confeiteira e seus doces
Sempre vem oferecer
Furta-cor de prazer”

Quando saio para fotografar, se não estou batendo um bom papo com alguma companhia maravilhosa eu costumo a me entregar à música e deixar ela levar meus pensamentos…

O álbum "Nó na Orelha" do Criolo, trás a visão das ruas, da periferia de São paulo, que acaba se encaixando bem em qualquer periferia do Brasil. 

Escuto esse álbum todos os dias (sou dessas), e gosto muito da mistura de rap+samba+brega que tem nas músicas, além de que cada letra conta uma história que consigo montar na cabeça, como um curta ou um ensaio fotográfico. 

Um dos próximos post, será um ensaio fotográfico com o mesmo tema para a Luiza et moi. Eu já começei a fazer e o som do Criolo tem sido uma ótima companhia :} 

Pega tua câmera e saia andando pelas ruas, com um fone tocando “Freguês da meia noite”, duvido tu não te inspirares. AQUI -> http://www.criolo.net/

ps.: O fotógrafo que fez essas fotos do Criolo é o carioca Daryan Dornelles, descobri hoje por acaso, procurando algumas fotos para ilustrar esse post e adorei o trampo dele!

Diana.



luEstreando a Categoria “Testando 1,2,3”, onde vamos postar nossas primeiras vezes com câmeras, filmes e ampliações ou outras formas de revelações, enfim.

Coincidentemente, estou fazendo uma oficina de laboratório em P&B e, como eu não tinha comprado a tempo as pilhas para a câmera que sempre uso para a saída fotográfica, pedi emprestada de um amigo e ele veio com a Yashica Electro 35 já dizendo que era RangeFinder (como se eu soubesse o que era isso), MAS, como sou totalmente out desses nomes - se eu vejo uma câmera dessas antigas, lindas e raras já quero pegar e usar - então resolvi usar ela mesmo sem nunca ter usado uma dessas que a gente só consegue mudar a abertura (sim, a velocidade é equilibrada automaticamente).

A saída combinada foi ao Ver-o-Peso, e, no sol de meio dia. Eu já não estava muito inspirada e fiz umas fotos com abertura 2.8, 4.0 e quando já estava cansada (antes de terminar o filme), fiquei sabendo que a velocidade máxima era… 500 (sim, isso mesmo, todas as fotos superexpostas!)

Mas, minha tristeza por isso não durou muito, pois eu ainda tinha algumas fotos pra fazer com o filme e o resultado é esse de cima, o filme é o Ilford, ISO 400.

{clica nas fotos para ver maior}

Como eu me bati muito com o ajuste de foco, pensei “dane-se, amo foto desfocada mesmo” e o fiz propositalmente assim :}

Gostei por demais, ainda quero exercitar mais na prática essa câmera (esperando que meu amigo não me peça de volta ela hihih).


Luiza.

Conheci o trabalho de Otto Stupakoff (1935 - 2009) em uma tarde quente de Julho na cidade de Belém, onde uma vez por mês, na antiga editora onde trabalhava, apareciam dois senhores carregados de livros coloridos, em várias línguas e cheios de imagens. Enquanto todos da sala de criação avançavam nas cores dos livros aquecidos pelo sol,  eu esperava pacientemente a minha vez (como sempre), pois sabia que uma hora ou outra eles iriam virar e falar: “Ó Di, esse é pra ti… fotografia.”, e assim foi.

Peguei o livro e li em voz alta, Otto Stupakoff. Quem era? Da onde era? O que fotografava? Desci para a lanchonete do prédio, pedi um petisco qualquer e comecei a folhear. Meu petisco ficou frio e a minha coca-cola ficou sem gás. Não queria mais nada, só olhar aquelas lindas imagens em preto e branco, tinha acabado de me apaixonar.

Xuxa, Tom Jobim, Pelé, Jack Nilcholson, Stephanie de Monaco, Jorge Amado, Capas de disco, Fotos Publicitárias, Vogue Paris, Itália, Inglaterra, Alemanha, expedições ao Ártico, a Ásia… puxa, que vida! Que trabalho!

Me apaixono por trabalhos de pessoas apaixonadas, admiro aqueles que põem alma no trabalho, aquelas que tiram seu fôlego não só por uma técnica bem aplicada (que saco esse papo de técnica), mas pelo resultado final te deixar imaginando mil coisas e querendo mais. É assim que me sinto quando vejo o trabalho desse fotógrafo brasileiro com nome de russo.

(clique na foto para ver maior)

Para conhecer mais o trabalho e a vida de Otto visite a sua página no site do Instituto Moreira Salles -> http://ims.uol.com.br/hs/ottostupakoff/ottostupakoff.html

Diana.

Seja bem vindo!

Somos apaixonadas por fotografia analógica e com este blog queremos que mais pessoas também se apaixonem por essa arte, afinal o futuro é analógico!

Aqui, iremos compartilhar nossas experiências, ideias e referências fotográficas. Esperamos que você goste!

Contato: 35e120@gmail.com

Diana Figueroa, 25, Fotógrafa -> Dianalógica 

Luiza Cavalcante, 22, Fotógrafa -> luiza.